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Tarifa dos EUA deve ter impacto limitado no agronegócio do Oeste do Paraná

A cobrança de 25% sobre parte das importações brasileiras começa nesta quarta-feira (22). Segundo economista do Deral, carnes, grãos e outros produtos fortes da região estão entre as exceções.

Por Redação Diário Cascavel · 21 de julho de 2026 às 19:00
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A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras começa a valer nesta quarta-feira (22). No Oeste do Paraná, porém, a avaliação é de que o impacto direto deve ser limitado, porque os principais produtos da região ficaram fora da lista atingida.

O economista Bruno Henrique Comitre, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), afirmou que carnes in natura, grãos, aves, suínos e bovinos não devem sofrer impacto direto da medida. Derivados de leite e sebo podem ter algum reflexo, mas parte relevante dos laticínios produzidos na região abastece o mercado interno.

Os efeitos indiretos ainda são possíveis caso os Estados Unidos reduzam a compra de produtos brasileiros. Nesse cenário, o excesso de oferta no mercado interno poderia pressionar os preços e reduzir as margens de quem vende. O economista também apontou aumento da insegurança para novos investimentos.

Para Comitre, o setor madeireiro, principalmente na região Sul do Paraná, tende a ser mais afetado, porque os produtos estão incluídos na lista atingida pela tarifa. Ele também citou o clima, os conflitos internacionais, os custos de combustíveis e fertilizantes e os preços das commodities como fatores de atenção ao produtor rural.

A orientação apresentada é acompanhar o mercado, pesquisar preços e considerar contratos de venda antecipada para proteger a rentabilidade. Em uma escala de risco de zero a dez, o economista avaliou o momento em sete, mas destacou que o Oeste deve enfrentar impactos limitados devido ao perfil de sua produção.

Fonte: CGN Cascavel

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