Reprodução/CGN CascavelIbovespa recua pela manhã com minério fraco, bolsas externas e agenda esvaziada
O Ibovespa abriu estável nesta terça-feira (7) e chegou a testar os 173 mil pontos, mas perdeu força ainda pela manhã e passou a renovar mínimas, pressionado pela queda do minério de ferro e pelo desempenho negativo das bolsas europeias e americanas.
O índice iniciou o pregão em 172.438,98 pontos e subiu brevemente, impulsionado pelo avanço do petróleo. No entanto, o movimento de alta não se sustentou. Às 11h22, o Ibovespa recuava 0,38%, operando na mínima de 171.799,05 pontos, após ter atingido a máxima de 173.543,67 pontos no mesmo período.
O recuo é influenciado pela desvalorização de 0,47% do minério de ferro em Dalian, na China, pela performance negativa das bolsas europeias e americanas e pela ausência de indicadores relevantes na agenda econômica do dia.
Na segunda-feira (6), o Ibovespa havia fechado em queda de 0,93%, aos 172.447,58 pontos, interrompendo duas sessões consecutivas de alta.
Entre os destaques negativos, a renúncia de Daniel Stieler à presidência do conselho de administração da Vale, confirmada na noite de segunda, repercute no mercado. As ações da mineradora cediam 1,59% nesta terça.
Do lado positivo, o petróleo avançou após novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent subia 2,13%, a US$ 73,52, às 11h19. As ações da Petrobras acompanharam o movimento, com alta entre 1,54% (PN) e 2,13% (ON).
Investidores aguardam a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (8), e do IPCA de junho, esperado para sexta-feira (10). Ambos os dados devem influenciar as apostas sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
O analista Pedro Galdi, do AGF, destacou que, apesar de o Ibovespa ter voltado a operar em nível considerado barato — o que poderia atrair capital estrangeiro —, questões fiscais, políticas e relacionadas a tarifas ainda geram cautela.
Também está no radar o segundo dia da audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre políticas e práticas comerciais do Brasil, no âmbito da Seção 301. No primeiro dia, na segunda-feira, o Departamento do Tesouro americano questionou participantes brasileiros sobre como os EUA poderiam se beneficiar do Pix.
Fonte: CGN Cascavel